Como o Benfica aumenta a influência e o controlo sobre a comunicação social



Nunca uma apresentação power point de um clube foi tão partilhada pelas redes sociais e não é para menos pois, nunca um clube demonstrou em poucas palavras toda a estratégia montada para controlar o desporto em Portugal.

Neste artigo vou focar-me num dos pontos deste slide: o aumento da influência e controlo dos meios de comunicação social.

As pessoas certas nos lugares certos

Para controlar os mídia, nada melhor de que ter as pessoas certas nos lugares certos. Por exemplo, sabemos que o jornal Abola é dirigido por Benfiquistas, maior prova disso é o jornal A Bola não ter feito nenhuma capa relacionada com os últimos e-mails revelados sobre Domingos Soares de Oliveira.
Para além disso, através dos e-mails e não só, sabemos que o Benfica tem o poder para controlar as capas do jornal A Bola. A Setembro de 2017, Paulo Teixeira, empresário da Training Compensation revelou no Facebook a proposta de um clube chinês para a compra de Mitroglou. No meio da revelação, Paulo Teixeira diz o seguinte:

O caldo entornou definitivamente quando o presidente do Quanjin copiou ao seu mandatado as mensagens codificadas de Mendes, tipo ‘45/8’, isto é, 45 milhões pela transferência e 8 milhões livres para o jogador – e pedia uma comissão de 5%. O que me levou a ser duro com LFV: ‘Porra, presidente, o que tem a ver o Mendes com esta história?’. Resposta singela: ‘Vivemos num mundo livre, cada um faz o que quer. Mendes é um parceiro privilegiado e esteve comigo lá na China.’ (fonte: Facebook)

Portanto, o Luís Filipe Vieira decide as capas do Jornal Abola, como podem ver aqui abaixo.


Nos e-mails revelados na semana passada, o poder do Benfica sobre o jornal Abola voltou a ser demonstrado. Carlos Marques, Chefe de Produção do Jornal Abola, envia para um funcionário do Benfica duas capas do jornal do dia seguinte.


Portanto, o Benfica tem a possibilidade de escolher as capas do jornal Abola. Será que Entidade Reguladora da Comunicação Social vai continuar de braços cruzados?

O Gabinete de contra-informação informática

Já se falou por diversas vezes da propaganda feita pelo Benfica nos jornais e televisões através dos cartilheiros. No entanto, o Benfica não utiliza unicamente os cartilheiros para intoxicar a opinião pública, também usa bloggers e utilizadores das redes sociais, como demonstra um e-mail recebido por Domingos Soares de Oliveira em 2010.

Curiosamente, o Rui Gouveia que em 2010 já recebia 500 euros mensais pelo Benfica, é o utilizador @boloposte no twitter. Este senhor demonstrou por diversas vezes ser um ás para replicar a cartilha benfiquista e manipular a opinião pública. Até benfiquistas consideram que o Rui Gouveia tem falta de espinha dorsal.




Resumindo, nem os benfiquistas conseguem aturar pessoas com o carácter de Rui Gouveia.

Processar jornalistas e comentadores

Existem várias pessoas no mundo do futebol, aquelas que podem ser compradas e as que não podem ser compradas. Nos pontos anteriores falei do primeiro tipo de pessoa. Agora, vou falar das pessoas que não podem ser compradas. Como é que o Benfica pode influenciar indivíduos que não se vendem por uns míseros euros? A resposta é fácil, ameaçando-as e intimidando-as. Um exemplo dessa tática foi provada em direto, em março deste ano, quando Luís Filipe Vieira veio à conferência de imprensa falar do caso e-toupeira, ameaçando todos os jornalistas e cidadãos deste país que manchassem o nome do Benfica (aqui). O Benfica também tinha utilizado essa tática enviando notificações para jornais e cidadãos que tinham descarregado os e-mails (aqui).

Nos e-mails de Domingos Soares de Oliveira verifica-se essa prática de intimidação com a instauração de um processo a Jorge Baptista, como podem ver aqui abaixo.



Este processo foi instaurado porque Jorge Baptista deu a entender, num programa da SIC notícias, que existia uma toupeira dentro da administração da SAD Benfiquistia porque, segundo o jornalista, o F.C. Porto tinha informações dos assuntos tratados nas reuniões da SAD Benfiquista. Portanto, por uma situação destas, o Benfica instaurou um processo de difamação a Jorge Baptista. Imaginem o que o Benfica é capaz de fazer às pessoas que divulgam os e-mails.

Este processo contra Jorge Baptista certamente influenciou-o a defender o Benfica nas situações mais descabidas de sempre como, por exemplo, no caso e-toupeira.
Ao defender o Benfica desta forma, Jorge Baptista nunca mais terá um processo por difamação.

Resumindo…

Estes são os pilares do Benfica para controlar a comunicação social. Ter as pessoas certas nos lugares certos para propagarem a mensagem do Benfica. Comprar as pessoas que incomodam o Luís Filipe Vieira e o Benfica e utilizá-las a seu favor. Por fim, se essa estratégia não funcionar, processar os jornalistas e comentadores que falarem ou divulgarem os problemas e podres do Benfica. Este último ponto é facilmente verificado quando nos principais programas televisivos, os comentadores afetos ao Porto e ao Sporting têm muito cuidado nas palavras usadas quando falam do caso dos e-mails, demonstrando ter receio de certas consequências.

Estas práticas utilizadas pelo Benfica são vergonhosas e dignas de uma ditadura.

Texto de: Opolvo



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